Na última sexta-feira (07), uma onda de demissões atingiu os motoristas do CICAPD Rêgo Barros, em Conceição de Macabu, em meio a um cenário tenso de atrasos salariais. Mesmo enfrentando dois meses sem receber seus vencimentos, os profissionais foram surpreendidos com os desligamentos que aconteceram na unidade.

Na última sexta-feira (07), uma onda de demissões atingiu os motoristas do CICAPD Rêgo Barros, em Conceição de Macabu, em meio a um cenário tenso de atrasos salariais. Mesmo enfrentando dois meses sem receber seus vencimentos, os profissionais foram surpreendidos com os desligamentos que aconteceram na unidade.

Por: PJ  JORNADA



Os motoristas, que já estavam trabalhando com os salários vencidos, limitaram suas rotas, realizando trajetos somente dentro do município, em um ato de protesto contra os atrasos. No entanto, essa medida, segundo eles, teria sido o gatilho para seus desligamentos. 

A situação dos profissionais da unidade é agravada pela falta de pagamento dos meses de março e abril para trabalhadores de diversas áreas do CICAPD Rêgo Barros. Para eles, não há previsão para os depósitos. Apesar disso, o mês de maio foi honrado em dia, graças a um novo contrato de administração, agora com uma ONG que está sendo investigada pela Polícia Federal por suspeitas de desvio de dinheiro público, com altos contratos com a Prefeitura do Rio e com o Governo do Estado. A Prefeitura do Rio chegou a suspender um dos contratos que teria ligação com o Deputado Chiquinho Brazão, preso após delação que investiga a morte de Marielle Franco e Anderson Gomes. No sábado (08), o RJ2, da TV Globo, destacou as investigações da PF e do Ministério Público contra a ONG. 

Sobre a demissão em massa no Rêgo Barros, a Secretaria Estadual de Direitos Humanos afirmou que "não houve acordo entre os motoristas e a nova administração". O Estado justificou o desligamento dos profissionais alegando que a nova gestão optou por novas contratações para assegurar a continuidade do serviço.

Entretanto, denúncias feitas por funcionários da unidade revelam uma suposta irregularidade: as vans estariam sendo dirigidas por motoristas que não possuem carteira de habilitação na categoria D, exigida para o tipo de veículo em operação.

Em um grupo de WhatsApp, uma das integrantes do quadro de direção da unidade afirmou na manhã desta segunda-feira (10) que foi “denunciada ao Portal Jornada”. E disse: “Então não poderei atender as necessidades do abrigo caso aconteça”, postou. 

O Estado não respondeu sobre os atrasos.

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