Os escravos ao ganho na cidade do Rio de Janeiro eram o motor da economia, nesta que foi a capital do Brasil, nos períodos colonial e imperial.

Os escravos ao ganho na cidade do Rio de Janeiro eram o motor da economia, nesta que foi a capital do Brasil, nos períodos colonial e imperial. 

"Da perspectiva dos senhores de escravos do Rio de Janeiro, havia apenas um papel apropriado para os cativos: realizar todas as atividades manuais e servir de bestas de carga da cidade. Eles eram não somente as máquinas e "cavalos" da capital comercial-burocrática, mas também a fonte da riqueza e do capital de seus donos. Todos tentavam investir em pelo menos um escravo, que fornece- ria suporte financeiro e mão de obra. Os ricos acumulavam tantos "homens-máquinas" quanto possível e punham-nos a trabalhar em diversas profissões. O papel do cativo no ambiente urbano merece um exame detalhado.

Em geral, os escravos cariocas eram forçados a labutar na agricultura e em atividades de subsistência, transporte, manufatura, pedreiras, obras públicas, vendas e serviços e administração. A maioria deles, evidentemente, era empre- gada em atividades braçais, desprezadas pelos seus senhores. Em cada setor da economia, as ocupações braçais sem especialização ou semi-especializadas eram exercidas pela maioria. Mas a variedade de ocupações braçais especializadas abertas então aos escravos é peculiar ao período, e uma minoria deles ocupava posições de responsabilidade em artes e oficios, ao mesmo tempo em que alguns exercíam cargos de supervisores, capatazes e feitores. Alguns escravos tinham até propriedades, inclusive outros escravos." [...]

📖 Mary C. Karasch in: A vida dos escravos no Rio de Janeiro, 1808-1850.

📷 Escravizados ao ganho por Christiano Júnior, 1864-1865. Museu Histórico Nacional.


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